[ Sex Fev 20 2003 ]
Conheço um gajo que as únicas vezes que se mascarou em adulto foi de mulher. Nem me vou pôr para aqui a dissertar sobre a teoria da exteriorização do lado feminino em cada homem pois iria dar confusão e tão pouco faço ideia de como sustentar o facto. O que me interessa realmente é que ele o fez e fê-lo a preceito, de vestido preto tão justo quanto curto (o vestido já ficava justo e curto à sua namorada de então, menos corpulenta que ele. Imaginem...), dois pares de meias de vidro da mesma cor (sim porque só com um os pêlos das pernas viam-se todos), sapatinho a condizer e cabeleira loira encaracolada numa personificação de qualquer coisa como a Marisa Cruz da recta de Pegões. Pormenor importante: duas das suas amigas incumbiram-se de lhe fazer a maquilhagem. Uma vez pronto o "boneco", terá dito alguém que viu: "já comi pior e não me fez mal nenhum!".
A namorada mantinha-se prudentemente à distância num misto de vergonha com deboche. Mal sabia ela que o vestido, no corpinho daquele gajo com mais 30 kg que ela, jamais voltaria a ser o mesmo.
Parece que a pior parte foi a pouca liberdade dos testículos do rapaz entre tanto tecido justo. Foi complicado de acondicionar e de aguentar pela noite fora.
Consta que o rapaz foi apalpado nessa noite como nunca o fôra em toda a sua vida. Mas também, estava a pedi-las, não é?!...
O pior foram as dores nas costas. Os saltos altos dão cabo das costas a um gajo. Quer dizer... não sei... disseram-me.