Cigarros e café sobre uma mesa de tampo aos quadrados pretos e brancos são o fio condutor para um desfile de pequenas histórias que roçam o burlesco em que as personagens aparecem no filme algo deslocadas do glamour da sua existência, gravitando em torno de uma mesa de café numa atitude simultaneamente desconstrutivista da sua personalidade e humanista no modo como apresenta a sua imagem. Qualquer coisa como um Readymade cinematográfico...

Algo incómodo. Por vezes não sabemos se rimos ou choramos. Simplesmente incómodo. A força da falta do colorido traz para primeiro plano o detalhe dos objectos, as expressões, o diálogo mas principalmente as contradições do ser humano. Quantos de nós ao sentar para conversar com um amigo não ficamos a espera de ouvir pelo menos um problemazinho ... nem que seja para ofuscar os nossos. Quem de nós iria ao dentista no lugar de outro ... Diz-se que de doido todos nós temos um pouco ... talvez de humano todos nós temos um pouco.
Afixado por: em outubro 19, 2004 05:26 PMFixe, fixe foi a história dos "primos", com destaque para a "cachola" do primo sósia do rául do real-madrid... (?), mas esperava algo mais.
(O jazz-zito de fundo também deu uma certa "ambience aux chambre", por assim dizer)