Falou-se de muita coisa. Falou-se com paixão. Mais do que eu alguma vez terei pela blogosfera, pelos blogues… Já sabia e confirmei: não sou blogger, não visto a camisola, são raros os blogues que leio, que comento, não tenho pachorra para procurar outros, interagir com mais do que os dois ou três habituais que gosto verdadeiramente de visitar. Nem sequer gosto de participar em discussões sobre o tema à mesa do café. Fi-lo hoje porque por genuíno interesse mas também por curiosidade sociológica, se quiserem. Reafirmei, por isso, a certeza que estou de passagem, que as Caves sobrevivem à sombra da indiferença pois é aí que quero que estejam, pois se assim não fosse não cumpririam o seu papel terapêutico, de placebo. Estarão cá enquanto me forem úties.
Apesar disso, pareceu-me que o encontro foi bem sucedido, contou com um número razoável de bloggers. Em meu entender, faltaram os não bloggers, os cidadãos comuns, os leitores e os não leitores com vontade de discutir o tema. Aí sim, acreditarei da importância dos blogues no seu geral (não somente no universo restrito de meia dúzia) que realmente têm importância na nossa vida.
Parabéns a quem liderou a iniciativa e que, visivelmente, ama o que faz.
«There’s a storm outside, and the gap between crack and thunder
(...) is closing in
The rain floods gutters, and makes a great sound on the concrete
On a flat roof, there’s a boy leaning against the wall of rain
Aerial held high, calling come on thunder, come on thunder
Sometimes...» by Tim Booth (James)
Grande, grande concerto!
Inspirado pelo post anterior
E quando tudo acabar? Que ficará depois do fim do mundo? Sobrarão os muros, as paredes e os castelos disformes, tristes, com a pele rota a sangrar ferrugem. A pouca vida que restar será mera espectadora nesse espectáculo de desolação. A côr da vida será substituída pelo cinzento da morte e nós adorá-la-emos porque não haverá mais nada. Até o azul do céu permanecerá somente na nossa imaginação, esvaindo-se aos poucos até que a anormalidade da desolação que nos cerca se torne, por fim, normal.